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sexta-feira, 15 de julho de 2016

Qual tipo de amiga ou amigo você é?


Ao passar dos anos, amadurecemos e colecionamos experiências, sejam elas boas ou ruins. Além disso, diversas pessoas passam por nossas vidas, umas possibilitam ótimos momentos, outras nem tanto e há também as que permitem que uma relação de amizade floresça. E cada relação possui suas particularidades.

Crescer junto com pessoas que consideramos melhores amigos, mas, com o tempo, se afastam de nós é um fenômeno interessante. Não há afastamento por causa de brigas ou desentendimentos, o afastamento não é nada mais do que obra do destino e vem de maneira natural. Nós sequer percebemos. E lembrei que a isso deram o nome de "frequência afetiva".

E também existem aquelas pessoas que construímos a relação com uma intimidade incrível. Ela te escuta, vocês se entendem. Quase não se veem, mas a internet ajuda na aproximação e é como se vocês sempre tivessem sido amigos. A relação é profunda, mas sem cobranças.

Há ainda os amigos virtuais, que possuo um enorme carinho. Todos têm o seu devido lugar dentro do coração e alguns chegam a possuir mais intimidade comigo do que com o que está a 1 km de distância. Relação que, hoje, só é vivenciada graças à internet e aos aplicativos de mensagens instantâneas e também redes sociais.

Ah, amizades platônicas... Nossa, tenho várias. Muitas mulheres que, inclusive, tenho adicionadas como amigas no Facebook, mas sequer consigo sair comentando nos posts delas por vergonha. Mas sempre as acompanho e aprendo demais com as publicações de cada uma sou só dou risada da zoeira que compartilham. Ter crush de amizade é dolorido, meus caros.

Flores e espinhos... Tristezas e alegrias

Por que não escrevo só sobe coisas bonitas, felizes e fofinhas? É o que sempre me pergunto. É a pergunta que me inquieta desde quando criei este espaço e passei a postar textos aqui. Será que não vivencio momentos felizes? É óbvio que sim. Ouso até a afirmar que sou feliz em quase 100% do meu tempo, mas talvez o que eu realmente precise externar e cuspir através dos dedos, em forma de texto, seja apenas a parte não tão feliz assim da vida.

 Talvez a parte mais feliz da minha vida seja tão boa que sequer precise ser descrita. Ela já é compartilhada com quem convive diariamente comigo, seja virtualmente ou fisicamente próximo. A parte feliz, zoeira e brincalhona e, às vezes, durona que adora escrever críticas sobre diversos assuntos, fica no Facebook e Instagram. Já a parte melancólica da vida, está aqui.


Sendo assim, talvez, não, não é regra, guardar a felicidade para si e os mais próximos seja o melhor a se fazer, porque ao externar a nossa tristeza, nos ambientes que julgamos seguros, chegue à alguém que esteja precisando ler aquilo e saber que não está só. É clichê? É sim, mas vida é feita de tantos, porque não posso citar apenas um?

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Resguardar-se


"Quando fico nervosa não gosto de discutir. Prefiro escrever. Todos os dias eu escrevo. Sento no quintal e escrevo.", escreveu Carolina Maria de Jesus em seu livro Quarto de Despejo: diário de uma favelada. Resolvi iniciar este texto com o seguinte trecho, pois assim tenho estado nos últimos meses.

Mais cedo, li o texto de uma ex-professora e amiga sobre “esconder” a parte triste de nossas vidas nas redes sociais e apenas postar as coisas boas. E tenho feito justamente isso nos últimos meses, porque a parte triste está tão triste que não tenho vontade de compartilhar nem com quem é próximo, muito menos postar no Facebook. Quem só me conhece virtualmente e não tem intimidade comigo, jura que sou uma pessoa zoeira, que é feliz e adora postar coisas sérias com um tom irônico.

Mas, infelizmente, situações conturbadas têm acontecido em minha casa desde o início do ano. Meu pai decidiu parar de fazer as compras de alimentos, higiene e qualquer coisa que eu, minha mãe ou irmã precisemos. Então, é óbvio que passamos alguns dias bem apertados com quase sem comida em casa. Não chegamos a passar fome, mas houve dias que não existia nada para tomar café da manhã/noite e alguns dias que ficamos sem carne, feijão e coisas do tipo.

Além disso, há todo o desgaste emocional. Quando penso nas dívidas, nas coisas que estão em falta aqui em casa, no meu futuro profissional, na minha desilusão com a profissão, sou tomada por uma intensa tristeza, apesar de estar cercada de um namorado maravilhoso, família compreensível, bons amigos e colegas de trabalho. É uma sensação que, por mais feliz que eu esteja, chega e toma conta.

Por conta dessas sensações, que tenho sentido mais intensas nos últimos meses, evito discutir sobre pautas políticas seja do feminismo ou do movimento negro. Apesar de parecer fácil, tomar uma decisão desse tipo requer muito esforço e determinação. Tanto que, vez ou outra, me pego discutindo com quem não quer aprender, apenas fazer valer o seu argumento como verdade absoluta. E lá se vai todo o meu esforço para me manter com uma saúde mental, minimamente, estável. No entanto, não desisto, sigo me policiando para evitar desgaste com tretas virtuais.


Às vezes, tento vencer todo o pessimismo, e pensar que, daqui uns dias, tudo estará resolvido. Terei paz em casa, não precisarei passar noites sem dormir direito por ter medo de quem mora na mesma casa que eu, não irei me preocupar com o café/almoço do dia seguinte. Porém, enquanto este dia tão aguardado não chega, sigo escrevendo sobre as coisas que me irritam, alegram ou me chateiam. Pois é melhor escrever a discutir com quem não merece minha atenção.

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Vinte fatos sobre mim


Ontem, mesmo sem ser desafiada por algum amigo/amiga, resolvi listar 20 fatos sobre mim e, depois de todos os comentários, pensei mais e percebi que existem incontáveis coisas sobre a minha pessoa que, talvez, interessem outras pessoas. Então, resolvi que irei listar sempre 20 fatos sobre mim, óbvio aqui no blog, pelo menos, uma vez ao mês. A primeira lista é esta, logo abaixo, que postei em meu perfil, no Facebook, no dia 07/06/2016. 

1. Sou ariana e, amigos que entendem sobre o assunto, dizem que faço jus ao meu sol em Áries.
2. Adoro escrever, tanto que, quando criança, eu dizia que seria escritora e até comecei a escrever um livro, que não terminei 
3. Tenho um blog e escrevo sempre que posso por lá. Porém morro de vergonha de compartilhar os textos aqui no Facebook por motivos de: sou tapada. E, por isso, só mando o link dos textos para os amigos mais chegados.
4. Odeio palhaços. Não os acho engraçados.
5. Adoro Korn, AC/DC e Pitty como também adoro Marília Mendonça, Maiara e Maraísa e Naiara Azevedo. Podem me julgar, tô nem aí.
6. Entrei na faculdade de jornalismo por causa do jornalismo de moda, queria trabalhar na Vogue (hahahahahaha), mas, durante o curso, me encontrei no jornalismo cultural e também me descobri uma ótima assessora de imprensa/comunicação.
7. Se eu pudesse adotaria todos os animais abandonados que vejo na rua.
8. Sou chorona. Choro de raiva, de alegria, de dor. Eu choro muito.
9. Não gosto de Los Hermanos e nem de Tiago Iorc.
10. Já tive parte do cabelo pintado de rosa, laranja e roxo, mas não todas as cores ao mesmo tempo.
11. Gosto de fotografar.
12. Tenho uma tatuagem. Quero fazer várias. Não há uma meta definida.
13. Adoro assistir documentários.
14. Odeio não saber de um assunto que todo mundo já sabe. Me sinto péssima quando isso acontece.
15. Não gosto quando alguém vem falar comigo só sobre feminismo ou me define como "a feminista", pois ser feminista é apenas uma parte de tudo o que sou. 
16. Adoro conversar besteiras da vida. Fofoca de famosos anônimos, essas coisas...
17. Já fui fã loka do Raul Seixas e sigo sendo fã dele, só não sou mais loka. rs
18. Pareço legal, mas corrijo os posts de vocês mentalmente.
19. Tenho pavor de grupos de Whatsapp.
20. Não gosto de café. Prefiro Nescau.


segunda-feira, 6 de junho de 2016

Minhas primeiras vezes inesquecíveis



No último domingo, 05, assisti, pela primeira, vez ao programa Estação Plural da TV Brasil e, curiosamente e coincidentemente também, o tema do primeiro bloco foi “Qual foi a sua primeira vez inesquecível?”. Os entrevistados responderam coisas muito interessantes e aí me pus a pensar: “Quais foram as minhas primeiras vezes inesquecíveis?”. Então, resolvi aqui mesmo, listar algumas delas.

Ah, atenção para o detalhe: esse texto será recheado apenas de boas lembranças... Nada de primeiras vezes ruins, pois disso a vida já está cheia. Farei questão apenas de lembrar os bons primeiros momentos, as deliciosas primeiras sensações e as inesquecíveis primeiras vezes que foram realmente boas. No entanto, não farei isso seguindo a devida ordem cronológica, pois o mais importante aqui serão os acontecimentos e não as datas.

Irei começar pela primeira vez em que ganhei livros para chamá-los de meus. Lembro que estava na quarta série, de acordo com a antiga classificação do Ensino Fundamental I, e ganhei um kit de livros do colégio mesmo – que era público –, com umas quatro ou cinco obras infantis de importantes escritores brasileiros. Acredito até, que se eu procurar com carinho lá em casa, sou capaz de achar algum deles e, para variar, em bom estado, pois sou cuidadosa com minhas coisas.

Hoje, antes de começar este texto, me deparei com um post de uma ex-professora de literatura do Ensino Médio e grande amiga sobre os 15 principais autores para ela e o primeiro da lista era Jorge Amado. Esta professora foi a primeira que fez com que eu lesse uma obra do Amado e o livro foi São Jorge dos Ilhéus (para quem não sabe, sou nascida em Ilhéus e ainda moro por aqui). O livro retrata um pouco da história da cidade e dos coronéis de cacau com a leveza na leitura que as obras do Jorge Amado proporcionam. Cheguei ao Ensino Superior e, durante a graduação de Comunicação Social – Jornalismo resolvi me envolver com um grupo de pesquisa sobre as obras de Jorge Amado novamente. Agora, já acumulo a leitura de, pelo menos, cinco obras dele.

A primeira vez que radicalizei no visual e decidi cortar o cabelo bem curto e alisar e colorir. Sempre usei o cabelo natural, que é cacheado, mas com a chegada da adolescência e a vontade de se parecer com as garotas bonitas, veio a necessidade de ser socialmente aceita, sei lá. Mas, apesar de hoje questionar o porquê de ter feito isso, à época, me senti maravilhosamente bem, pois foi uma das primeiras decisões que pude tomar sobre o meu próprio corpo e isso me fez bem. Amadureci e continuo achando o máximo ter pintado o cabelo de rosa, roxo e laranja durante uma época em que achavam o supra sumo da rebeldia sem causa. Bons tempos...

Quero muito tatuar boa parte do meu corpo, pois acho lindo e, este ano, em abril, me dei de presente a minha primeira tatuagem que é um poema de Zack Magiezi: “A cada dia/Ela é mais dela/E menos o que esperam dela”. Tatuei no peito, do lado esquerdo, em cima do coração. Talvez seja porque isso diga sobre mim, sobre meu jeito de ser, meu modo de reagir emocionalmente... Ou, talvez, apenas porque gostei do poema e de tantos outros que também quero tatuar em breve. Ah, não doeu muito fazer tatuagem. Penso que doeu pouco porque o texto foi pequeno e o lugar escolhido colaborou. Enfim, só sei que valeu a pena.

Como vivemos numa sociedade capitalista, ter dinheiro é importante, afinal, eu sou o que eu tenho, não é? Lembrando disso, veio à memória, a primeira vez que recebi meu primeiro salário num emprego de carteira assinada. Trabalhava numa madeireira, próxima à minha casa, e recebi o primeiro salário pela metade, pois o pagamento era quinzenal. Ali, ao receber o dinheiro, me senti adulta e uma pessoa responsável pelos meus próprios gastos a partir daquele momento.

Uma das melhores sensações que tive, em toda a vida, foi a primeira vez que vi um texto meu publicado. A matéria foi em grupo, e publicada num jornal online da faculdade, mas a sensação de ler o meu nome nos créditos foi grandiosa. Logo depois, a primeira matéria publicada em jornal impresso foi num jornal comunitário, que a turma construiu junto com uma comunidade de Itabuna. Mais tarde, tive o primeiro texto publicado no Blogueiras Feministas e um dos textos que mais tiveram repercussão e que realmente impactou toda uma comunidade, tanto pessoas transexuais e travestis, como também jornalistas, público ao qual o texto foi direcionado.

Por fim, foram muitas primeiras vezes boas e eu poderia passar dias e dias descrevendo todas elas aqui. Algumas foram efêmeras, passaram tão rápido que nem pude sentir direito; outras duraram certo tempo, o suficiente para lembrar de todas com carinho; muitas outras já nem me lembro mais, infelizmente... Porém todas possuem devida importância para a construção do meu eu em constante aprendizagem com todas as primeiras vezes que a vida já me proporcionou.


E aí, qual foi a sua primeira vez inesquecível?

domingo, 26 de julho de 2015

Quero sumir


Sabe aqueles dias em que o chão parece ter se aberto e você caído no mais profundo abismo? Pois é, estou assim. Os problemas resolveram se juntar ao misto de sentimentos mal resolvidos e estão me enlouquecendo. Estou quase surtando. E não, não estou exagerando.

Não estou sabendo lidar com tantas coisas ao mesmo tempo. A vontade de voltar 18 casas no jogo da vida está maior do que nunca. Pois, esse negócio de ser adulta está me cansado. Além de a vida estar sacaneando e debochando da minha cara, toda hora que eu penso nas coisas que tenho para resolver, só sinto vontade chorar em posição fetal. E eu não sou assim. Quer dizer, até sou, mas não tanto.

Tanta gente ao meu redor e ao mesmo tempo sinto que não tem ninguém. Soa bem clichê, mas é o que eu ando sentindo. Talvez eu esteja precisando retornar ao médico e começar a tomar meus remedinhos para controlar a ansiedade? Espero que não, porque eu os odeio e sinto que posso ficar viciada. E eu não quero ser viciada em nada.

Enfim, quero parar de pensar nas merdas que eu estou sentindo/fazendo/imaginando. Quero voltar ao meu estado normal. E quero logo!



sábado, 6 de junho de 2015

Família é quem a gente escolhe para amar


Sobre a família "tradicional" brasileira: nunca tive. Não, meus pais não são separados. No entanto, desde pequena assisto às brigas e mais brigas por causa das diversas traições do meu pai. Minha avó paterna nunca foi casada, pois ela sempre foi a amante. Tenho tios que sequer sabem o nome do pai. Tenho avó que já foi traída. Casou de novo e foi traída novamente.

Incomoda-me essa história de a família ser apenas a junção de um homem e uma mulher, pois eu cresci vendo o diferente dessa afirmação: Vi minhas tias criarem os filhos sozinhas. Vi primas serem abandonadas pelo pai. Vi tio que não assumiu a filha. Então, de onde esses deputados tiraram esse conto de fadas, de que a família só é formada por homem e mulher?

Não acredito no conceito de família ser baseado exclusivamente na união de um homem e uma mulher. Acredito no amor. Acredito em pessoas que podem criar crianças com dignidade, amor e respeito. Acredito que adotar ou decidir engravidar é um ato de amor. Amor é algo sobrenatural que transcende qualquer denotação num dicionário. Por isso, a família não tem como ser definida por um estatuto.

Em anos de aprendizado baseado no cristianismo e com a inserção no feminismo, adquiri conhecimentos e desconstruí diversos preconceitos. Aprendi que “família é quem a gente escolhe pra viver”, como diz a música da banda O Rappa. Por isso, amar deveria ser a única exigência para poder constituir uma família.


sábado, 11 de abril de 2015

Meça seus julgamentos, parça!


Há alguns meses, li no Facebook um post de alguém super indignado em relação aos casais que alteram o status de relacionamento nas redes sociais assim que começam a namorar. E ainda postam fotos diárias com o namorado/namorada em todas as redes sociais, para que o mundo inteiro saiba que eles estão bem e felizes. Vale ressaltar, que o post ainda enaltecia os casais que vivem felizes no anonimato e não expõem a relação na internet.

E eu só consegui pensar numa única coisa: quem és tu ou quem sou eu para julgar o que deve fazer ou não o casal que começou a namorar?

E eu respondo agora mesmo: eu não sou ninguém para julgar os casais alheios. (E você também não é ninguém para fazer tal coisa)

Fico estarrecida quando leio coisas do tipo pelo Facebook. Pessoas querendo impor o que as outras devem ou não fazer para serem aceitas na sociedade. Eu, quando não gosto das postagens de algumas pessoas, as deixo de seguir, e continuo amiga. É tão fácil fazer isso, nem dá trabalho.

Esse negócio de ser dono da verdade absoluta é tão século passado. Hoje, com a internet, ninguém sabe de nada verdadeiramente. Todo mundo quer falar, todos querem ser lidos e ouvidos, e com isso surgiu um grupo de super intelectuais que entendem de tudo e de todos, e por isso, acham que podem julgar a tudo e todos. 

Eu só digo uma coisa: meça seus julgamentos, parça!

terça-feira, 7 de abril de 2015

Parabéns, parabéns para mim!

Foto: Anabel Mascarenhas - Bolo Frozen
Hoje o post é de pura felicidade. Pois ontem eu recebi a festa surpresa mais linda de todos os tempos. Meus amigos, os melhores que existem, me fizeram uma festinha linda com bolo de Frozen e velinhas de Elsa, Ana e Olof. Quem, aos 22 anos, tem festa temática da Frozen? Só eu, meu povo!

Ah, como eu amei a festa. Senti-me amada, especial e percebi que existem pessoas que se importam comigo tanto quanto eu me importo e me preocupo com elas. Apesar de saber de tudo isso, a festa abriu meus olhos e me fez enxergar que existe uma vida maravilhosa longe dos meus problemas diários e que ela está pronta para ser vivida por mim.

Foto: Anabel Mascarenhas
Não posso deixar de lembrar que ganhei presentes lindos e que são a minha cara: meu namorado me deu o perfume que eu mais amo no universo e que já tinha desistido de comprar, porque sempre me faltava dinheiro. 

Meu amigo João fez meu bolo de Frozen e estava absurdamente delicioso. Tharcio me deu um vestido que é a minha cara. Parece até que foi eu que escolhi. E a minha professora querida Anabel, me deu um lenço/turbante para cabelo da Dendê Prints, com estampa feita à mão pela filha dela – que eu considero uma artista.
Minha amiga Jamille, conseguiu arrancar lágrimas dos meus olhos com um texto lindo cheio de coisas boas e declarações para mim - ela não é muito de fazer isso, então é uma prova de que me ama demais hahaha. E eu já li e reli o texto várias vezes de tanto que eu gostei.

Amei todos os meus presentes, abraços e mensagens carinhosas.

Enfim, foi ótimo o meu aniversário, e citando “Meu Aniversário” da Vanessa da Mata, finalizarei o meu texto, pois resume tudo o que eu quero a partir de hoje para a minha vida...
  

“Hoje eu escolhi passar o dia cantando
De hoje em diante
Eu juro felicidade a mim
Na saúde, na saúde, juventude, na velhice
Vou pelos caminhos brandos
A minha proposta é boa, eu sei
De hoje em diante tudo se descomplicará
Com um nariz de palhaço
Rirei de tudo que me fazia chorar
Cercada de bons amigos me protegerei
Numa mão bombons e sonhos
Na outra abraços e parabéns”

Meu Aniversário - Vanessa da Mata

segunda-feira, 2 de março de 2015

Porque eu não sou obrigada a ser romântica

Cena do filme Breakfast at Tiffany's

Desde muito nova sempre ouvi que eu era “muito fechada”, “não demonstrava meus sentimentos” ou era “distante”. Não me importava. Estava nem aí para isso. Pois, eu realmente odiava conversar sobre a minha vida para quem não era muito próximo a mim. E ainda sou assim.

Mas, eu cresci e com isso as cobranças clichês da adolescência apareceram. Eu tinha quase que uma obrigação de gostar de alguém, de querer alguém para ficar/namorar e ser feliz para sempre. E eu, como sempre, estava nem aí para tudo isso. Até que eu passei a gostar de alguém, mas nunca contei para a pessoa. E, acredito, que graças a isto, mantemos uma amizade, mesmo que distante, é amizade – eu acho.

Entretanto, a vida faz o favor de não ser fácil, na verdade, a sociedade que nos impõe milhares de estereótipos, que faz com que a nossa vida não seja nada fácil. E, lá se vai a minha adolescência rebelde, da garota que amava ouvir Heavy Metal e Raul Seixas e até então não tinha sequer beijado na boca, pois isso não a interessava.

Voltemos ao romantismo... Comecei o primeiro namoro, tudo lindo, mas me vi forçada a demonstrar sentimentos, que eu nunca tive vontade de expor. Para quê? Por quê? Não entendo tal lógica. E ele sempre reclamava: “você não é romântica”. Então, eu me questionava: “o que diacho é ser romântica?”. Porque se for falar com voz melosa, mandar cartinhas cheias de corações e ligar no meio da madrugada apenas para ouvir a voz do outro, ou então, morrer de ciúmes por qualquer conversa que a pessoa tenha com um ser do sexo oposto (ou do mesmo sexo, em caso de casais homo).

Então...

Eu definitivamente não sou romântica.

Bom seria se as cobranças terminassem após a minha incrível descoberta sobre mim mesma, mas não, não pararam. E longos meses se arrastaram com as mesmas cobranças... “Você não é romântica”, “você não é ciumenta”, “você não demonstra seus sentimentos”, e a mais hilária de todas, “você não diz “eu te amo” em público”. Engraçado é que eu continuo do mesmo jeito até hoje. Talvez, ele tenha terminado comigo por causa disso – ou não, vai saber, não é? rs

Mas, a fila andou e a catraca girou (frase idiota, eu sei). E, comecei outro namoro. Sem cobranças. Sem demonstração careta de afeto em público ou todos os dias no Facebook, Twitter, Instagram e por aí vai...

O amor não precisa ser romântico, meloso, chato ou cheio de clichês. Não, não precisa. Ser mulher não é sinônimo de ter coração de manteiga, ser derretida e chiclete. Não sou obrigada a ser romântica. Meu amor transcende a qualquer romantismo clichê.